CINEVITOR: Conheça os vencedores do FESTCiMM Garanhuns 2020.

Foto: Reprodução/Vimeo.
Soccer Boys, de Carlos Guilherme Vogel: dois prêmios.
Foram anunciados neste sábado, 11/07, os vencedores do FESTCiMMFestival de Cinema no Meio do Mundo, edição Garanhuns, que foi realizado totalmente on-line por conta da pandemia de Covid-19.
O evento virtual, que aconteceu de forma gratuita, realizou mostras competitivas e não competitivas, oficinas, debates, webinários e lives. Neste ano, o homenageado foi o ator pernambucano Pedro Wagner, que recentemente fez parte do elenco da série Irmandade, da Netflix, entre muitos outros trabalhos.
Os jurados desta edição foram: Marcicleide RamosLaércio Filho e Vinícius Neves na mostra Animação; a mostra Brasil contou com Clarissa KuschnirAmanda RamosAlexandre Soares Taquary e Wilson Julião; o time da mostra Internacional foi formado por Tommy GermainOliver Stiller e João Paulo Campos; na mostra No Meio da Noite, o grupo contou com Caio LuizBea CostaGilberto Caetano e Ana AndradeSophia de Oliveira Costa e SilvaGlenda Gomes Cabral e Luciana Freire formaram o júri de cartaz; e o Júri da Crítica contou com Sihan FelixMarcela Freire e Igor Gomes.
Conheça os vencedores do FESTCiMM Garanhuns 2020:
MOSTRA BRASIL
Prêmio Seu Zé | Melhor FilmeRiscados pela Memória, de Alex Vidigal (DF)
Prêmio Especial do JúriLeonardo Bastião, o Poeta Analfabeto, de Jefferson Sousa (PE)
Prêmio Especial do Júri | ElencoVinde Como Estais, de Rafael Ribeiro e Galba Gogóia (RJ)
Melhor DireçãoAlex Vidigal, por Riscados pela Memória
Melhor RoteiroO Homem que Ri, escrito por Rose Panet
Melhor AtrizMaria Rosa, por Um Mal a Cada Dia
Melhor AtorJean-Claude Bernardet, por Nuvem Negra
Melhor FotografiaRiscados pela Memória, por André Carvalheira
Melhor Direção de ArteVida Dentro de um Melão, por Ana Paula Romero
Melhor EdiçãoSoccer Boys, por Marcelo Engster
Melhor Trilha SonoraVida Dentro de um Melão, por Stella Maria Flor e Pedro Baapz
Melhor SomVida Dentro de um Melão, por Stella Maria Flor e Pedro Baapz
MOSTRA ANIMAÇÃO
Prêmio Seu Zé | Melhor FilmeSonhos da Isah: O Baú do Papai, de Joao Ricardo Costa (Brasil)
Menção HonrosaMni Wiconi: Water Is Life, de Miguel Antonio Genz e Jeremias Galante (EUA) e Her Voiceless Song, de Nobuyoshi Suzuki (Japão)
MOSTRA NO MEIO DA NOITE
Prêmio Seu Zé | Melhor FilmeOnze Minutos, de Hilda Lopes Pontes (BA)
Menção HonrosaPelano!, de Chris Mariani e Calebe Lopes (BA)
PRÊMIO SEU ZÉ | MELHOR CARTAZ
1º: Soccer Boys, de Carlos Guilherme Vogel (RJ)
2º: Riscados pela Memória, de Alex Vidigal (DF)
3º: Transfugo, de Rodrigo Tavares (Portugal)
PRÊMIO DA CRÍTICA | ACCiRN – Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Norte
Mostra Animação: Her Voiceless Song, de Nobuyoshi Suzuki (Japão)
Mostra Internacional: A Trip With Mon, de Sophie SHUI (Taiwan)
Mostra No Meio da Noite: Mamãe Tem um Demônio, de Demerson Sousa (SP)
Mostra Brasil: Nuvem Negra, de Flávio Andrade (CE)
Menção Honrosa: Vida Dentro de um Melão, de Helena Frade (MG)
MOSTRA INTERNACIONAL:
A Trip With Mon, de Sophie SHUI (Taiwan)
PRÊMIO COMUNICURTAS 15 ANOS:
Vida Dentro de um Melão, de Helena Frade (MG)
PRÊMIO CRIANCINE:
Choker, de Orson Cornick (Reino Unido)
Por Cine Vitor em 11 de julho de 2020.

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Apostila 2º FESTCiMM – Edição Garanhuns

A Apostila 2º FESTCiMM – Festival de Cinema do Meio do Mundo – Edição Garanhuns traz a cobertura especial da Apostila de Cinema sobre o festival, que em 2020 realiza sua segunda edição, totalmente online. Ao longo de três dias (9 a 11 de julho), quase quarenta obras foram disponibilizadas, de quatro continentes. Foram sete mostras – clique no índice abaixo a mostra que deseja saber mais e seja encaminhado para essa parte do texto:
Brasil
Internacional
Animação
Convidados
Sesc-PE
Nossa Mostra
No Meio da Noite
Além disso, uma programação de oficinas, debates, Webinários, totalmente gratuitos. Ao longo dos dias do festival, nossa equipe atualizará de forma constante essa apostila.
Na página oficial do evento, o FESTCiMM assim se apresenta:
O Festival de Cinema no Meio do Mundo – FestCiMM, Edição Garanhuns, será realizado em formato on-line, e acontecerá nos dias 9, 10 e 11 de julho. O FestCiMM tem caráter independente, cultural e educacional, com filmes de curta metragem (nacionais e internacionais), proporcionando encontros, reflexões e trocas entre realizadores, fomentando o cenário local e colocando o público em contato com obras de diversos países e estados brasileiros em um formato pouco difundido nos cinemas, que se destaca pela inventividade e diversidade de temas e abordagens estéticas.
A direção geral do festival é de Tiago A. Neves, que conta com a direção em Garanhuns de Lucas Marinho. A equipe conta com quase vinte pessoas, a sua maioria jovens produtores e profissionais da área de comunicação (conheça todos nesse link). Já o corpo de jurados foi assim dividido:
Mostra Brasil: Clarissa Kuschnir, Amanda Ramos, Alexandre Soares Taquary e Wilson Julião
Mostra Internacional: Tommy Germain, Oliver Stiller Oliver Stiller e João paulo Campos
Mostra Animação: Marcicleide Ramos, Laércio Filho e Vinícus Neves
Mostra No Meio da Noite: Caio Luiz, Bea Costa, Gilberto Caetano e Ana Andrade
Júri da Crítica: Sihan Felix, Marcela Freire e Igor Gomes
Júri de Cartaz: Sophia de Oliveira Costa e Silva, Glenda Gomes Cabral e Luciana Freire
Nesse link é possível saber mais sobre os profissionais.
Segue os filmes integrantes dos sete recortes curatorias e nossos textos sobre as obras:
MOSTRA BRASIL
Leonardo Bastião, O Poeta Analfabeto
Gênero: Documentário
Dir. Jefferson Sousa (PE)
Riscados Pela Memória
Gênero: Drama
Dir. Alex Vidigal (DF)
O Homem que Ri
Gênero: Drama
Dir. Rose Panet (MA)
Nuvem Negra
Gênero: Drama
Dir. Flávio Andrade (CE)
Um Mal a Cada Dia
Gênero: Drama
Dir. Ricardo Augusto (SP)
Soccer Boys
Gênero: Documentário
Dir. Carlos Guilherme (BR)
Vinde Como Estais
Gênero: Documentário
Dir. Rafael Ribeiro (BR)
Vida dentro de um Melão
Gênero: Drama
Dir. Helena Frade (MG)
EM BREVE NOSSA ANÁLISE SOBRE OS FILMES DA MOSTRA
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MOSTRA INTERNACIONAL
Ferdi
Gênero: Comédia
Dir. Aitor González (Espanha)
Choker
Gênero: Drama
Dir. Orson Cornick (Reino Unido)
Transfugo
Gênero: Drama
Dir. Rodrigo Tavares (Portugal)
ANNA
Gênero: Drama
Dir. Dekel Berenson (Reino Unido)
Uma viagem com a mãe
Gênero: Drama
Dir. Sophie Shui (Taiwan)
Matinê
Gênero: Comédia
Dir. Alejandro Ortega (Espanha)
Quando crescido selvagem e distante
Gênero: Drama
Dir. Arthur de Oliveira (Emirados Árabes)
Águas Vermelhas
Gênero: Drama
Dir. Luane Costa
EM BREVE NOSSA ANÁLISE SOBRE OS FILMES DA MOSTRA
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MOSTRA ANIMAÇÃO
Cancão sem Voz
Gênero: Drama
Dir. Nobuyshi Zuzuki (Japao)
Sonhos da Isah
Gênero: Educação
Dir. Joao Ricardo (SC)
Água é Vida
Gênero: Drama
Dir. Miguel A. e Jeremias G. (EUA)
Hellcife – Até Quando?
Gênero: Drama
Dir. Jorge Maranhao (PE)
Blue & Curt
Gênero: Comédia
Dir. Jesse Cote (Canada)
A Festa no Céu
Gênero: Fantasia
Dir. Alisson Menezes (BR)
MOSTRA CONVIDADOS
Montanhas distantes
Gênero: Drama
Dir. YanGang Liu (China)
Gonzaga de Garanhuns
Gênero: Documentário
Dir. Renan Araújo (PE)
EM BREVE NOSSA ANÁLISE SOBRE OS FILMES DA MOSTRA
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MOSTRA SESC-PE
A Aventuras contra o desmatamento
Gênero: Educação
Dir. Coletiva (PE)
Onde o Nordeste Garoa
Gênero: Experimental
Dir. Coletiva (PE)
Diletantes
Gênero: Documentário
EM BREVE NOSSA ANÁLISE SOBRE OS FILMES DA MOSTRA
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NOSSA MOSTRA
Desconserto
Dir. ?
Penumbra Cinzenta
Gênero: Drama
Dir. Lucas Marinho (PE)
Reinado Imaginário
Gênero Documentário / Ficção
Dir. Hipolito Lucena (PB)
Remoinho
Gênero: Drama
Dir. Tiago Neves (PB)
MAMMON
Gênero: Drama / Aventura
Dir. Lucas Marinho (PE)
O Caminho da Águas
Gênero: Drama
Dir. Antônio Fargoni (SP)
Dos Filhos deste solo ès Mãe
Gênero: Experimental
Dir. Antonio Fargoni (SP)
EM BREVE NOSSA ANÁLISE SOBRE OS FILMES DA MOSTRA
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MOSTRA NO MEIO DA NOITE
Ondas
Gênero: Suspense
Dir. Gugu Seppi (BR)
Mamãe tem um Demônio
Gênero: Terror
Dir. Demerson Souza (SP)
Onze Minutos
Gênero: Drama
Dir. Hilda Lopes (BR)
Em Cima do Muro
Gênero: Musical
Dir. Hilda Lopes (BR)
Pelano
Gênero: Fantasia
Dir. Chris M. e Calebe L. (BR)


Autor desconhecido em 10 de julho de 2020.
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Apostila de Cinema: 2º FESTCiMM – Mostra Animação

Mais do que uma viagem que nos leve tanto de Pernambuco à Santa Catarina quanto do Canadá ao Japão, a programação do 2º FESTCiMM – Mostra Animação transita por temáticas das mais distintas para compor uma curadoria que se vale tanto do viés educacional (e bastante crítico) quanto do entretenimento infantil até chegar em obras generalistas carregadas de emoção. Vamos a cada uma delas, que possuem duração de um a 16 minutos, na ordem disponibilizada na página do Festival – a mesma que consta na imagem de abertura do texto. Não deixem de acompanhar a cobertura completa do Festival nesse link. Segue um índice que nos leva diretamente ao filme em questão:
Canção Sem Voz
Sonhos da Isah: O Baú do Papai
Água é Vida
Hellcife – Até quando?
Blue & Curt
A Festa no Céu
CANÇÃO SEM VOZ (NOBUYOSHI SUZUKI, 2020)
A primeira obra assistida no Festival, “Canção sem Voz“, já cria duas identificações imediatas. A primeira é geral, a partir do uso de elementos das animações japonesas das últimas décadas. Com a âncora cultural muito forte pelo uso do idioma, que possui uma sonoridade única, o realizador Nobuyoshi Suzuki traz em sua produção de estreia um equilíbrio de duas maneiras de se criar uma narrativa de animação. A primeira é a partir de uma montagem que aproxima uma áurea mais pop, criando um dinamismo que permite que a história – que nitidamente traz uma premissa de um bom longa-metragem – seja contada em quinze minutos. Só que o japonês utiliza esse expediente em paralelo ao tom mais melancólico típico da filmografia de animação de seu país. É como se a escola do cinema de Isao Takahata fosse responsável por um curta da Pixar.
Inclusive, o objeto de “Canção sem Voz” já o torna tão universalista quanto os motes das obras desse braço da Disney. Ao falar da decisão de adoção de um cachorro e tudo o que isso implica, adiciona uma reflexão sobre a própria vida do protagonista e como a ausência de confiança depositada nele se refletiu em um medo. Não deixa de entrar nos riscos com corremos ao projetar comportamentos e expectativas nos animais que trazemos para o nosso convívio. Linear e bem resolvido na edição (apesar de, por vezes, exagerar no uso do artifício das repetições), teve um aditivo emocional na segunda identificação, totalmente particular – já que o espectador era alguém que mudou sua relação com os cachorros chegando a fazer o mesmo movimento de adoção contado no curta-metragem durante o período de isolamento social.
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SONHOS DA ISAH: O BAÚ DO PAPAI (JOÃO RICARDO, 2020)
A ficha técnica de do 2º FESTCiMM – Mostra Animação categoriza “Sonhos da Isah: O Baú do Papai” como um filme do gênero educativo. Fica claro o objetivo do cineasta João Ricardo de usar a relação dos brinquedos antigos do pai da protagonista para trazer esse vínculo afetivo tanto com o passado quanto com a relação familiar. Não é de propósito mencionar a Pixar de novo, mas a premissa da obra se vale, de certo modo, do universo criado por “Toy Story” (1995) e suas três sequências. Uma saga bem longa e que mesmo assim se mantém com qualidade justamente porque os caminhos que podemos seguir nessa abordagem são múltiplos e cada troca geracional traz consigo novas demandas
João Ricardo escolhe um caminho, de fato, educativo. Parte de objetos comuns dos anos 1940, como o peão e o rádio para, sutilmente, trazer informações sobre o Estatuto da Mulher Casada (como foi conhecida a Lei 4.121/62). Uma norma que sempre merece ser rediscutida pelos avanços e manutenções opressoras alcançadas. Ao mesmo tempo em que a mulher passou a ter mais liberdade (antes disso ela era legalmente quase incapaz para fazer coisas das mais comuns sem a autorização do marido), consolidou o entendimento de que a dupla jornada – acumulando a vida pública com o trabalho doméstico – é direcionado às mulheres.
“Sonhos da Isah: O Baú do Papai” é protagonizado por um pai porque sua força educativa se potencializa quando parte dele observações da sociedade machista que bem lhe cabem. O curta-metragem surpreende quando foca no vocábulo alienação (e por um momento achei que um senhor bem barbudo apareceria no ecrã). Só que a alienação aqui é a parental, aquela que muitos homens se fizeram valer para não cumprir sua missão como progenitores. Ao deixar aos poucos de lado a narrativa, João Ricardo se afasta um pouco de Isabelle Santos que vai para um caminho totalmente lúdico em sua obra multiplataforma “Vivi Lobo e o Quadro Mágico“. Trata-se de mais um curta-metragem que traz a opressão machista como mote para cuidar dos pequenos, que encontram uma filme educativo de muita qualidade.
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ÁGUA É VIDA (MIGUEL ANTONIO GENZ E JEREMIAS GALANTE, 2018)
No trajeto múltiplo da mostra de animação, o representante dos Estados Unidos “Água é Vida” traz uma obra curta, produzida pelo Mountain Youghiogheny Riverkeeper, uma associação de defesa ambiental, preocupada com a qualidade das águas da bacia de Yough, que vai de Oakland no Estado da Califórnia até a Pensilvânia. A animação usa traços finos, simula folhas de desenho amassadas para, em pouco mais de dois minutos, trazer o problema a ser tratado. Tecnicamente primoroso, usa dos sons da natureza e a partir deles cria metáforas visuais ligeiras para denunciar a torneira de dinheiro que destrói a natureza.
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HELLCIFE – ATÉ QUANDO? (JORGE MARANHÃO, 2019)
Inspirado na obra de Frank Miller, “Hellcife – Até Quando?“, do cineasta Jorge Maranhão propõe um exercício de reflexão em outro curta-metragem de apenas três minutos. Uma cena e uma lembrança, como se ambientado no universo de “Sin City” (o filme faz questão de replicar a fonte clássica da graphic novel). Só que o realizador passa longe do insólito ficcional dos causos de Miller em sua obra-prima. Maranhão (que é pernambucano) fala da realidade da crise de violência urbana que as grandes metrópoles passam. Desenvolvido ao longo do curso de Computação Gráfica no IFPE (Instituto Federal de Pernambuco) traz um jovem realizador que coloca suas referências estéticas a favor de uma história bem original.
Se valendo do entendimento de que a sociedade é um organismo vivo – e em constante movimento – é bem direto ao trazer a história de um homem abalado pela morte da esposa em um latrocínio. Uma cena e uma lembrança. A conclusão nos mostra que viver em uma comunidade institucionalmente falida, além de potencialmente perigoso, é tão imponderável que pode nos colocar diante de demônios recém-nascidos tão rápido que nos faz vítima do mesmo mal que levou quem amamos. É a morte como estatística.
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BLUE & CURT (JESSE COTE, 2019)
Com apenas um minuto, o canadense “Blue & Curt” nos remete a uma das inúmeras esquete de Scrat, na saga de, por enquanto, cinco filmes, “A Era do Gelo” (2002) – que cansou sua fórmula com mais facilidade do que a outra franquia citada nesse texto. Mesmo com a intenção de fazer rir, há também um caráter educativo, pois usa um monstrinho interagindo com um pássaro quase que em um regime de protocooperação.
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A FESTA NO CÉU (ALKISSON MENEZES, 2020)
A Festa no Céu“, de Aliksson Menezes, encerra a seleção do 2º FestCiMM – Mostra Animação com uma simpática fábula. Rapidamente nos ambienta em um mundo onde animais se valem de rotinas humanas, para, com uma narrativa tão infantil quanto o curta-metragem de João Ricardo, traçar uma metáfora sobre a ambição (por vezes desmedida) e as consequências da persistência. Uma narração simplificadora e uma dublagem exagera (não no sentido negativo, apenas como linguagem atraente para crianças), a história do sapo que fez de tudo para participar de uma festa que demandaria asas para chegar termina de forma leve a primeira sessão assistida pela Apostila de Cinema no festival.
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Ficha Técnica da Sessão
2º FESTCiMM – Mostra Animação (Edição Garanhuns)

Canção Sem Voz (Nobuyoshi Suzuki, 16min – 2020, Japão)
Sinopse: O primeiro trabalho em vídeo de Nobuyoshi Suzuki, que dirigiu, animado, roteiro, música, design de som e editado sozinho.Este trabalho descreve o assunto pesado e o pecado de ter um cachorro. Eu gostaria de ver esse trabalho especialmente para aqueles que têm cães de propriedade, aqueles que querem ter cães e aqueles que querem ter cães.
Sonhos da Isah: O Baú do Papai (Joao Ricardo, 9min – 2020, Brasil)
Sinopse: Preparados para uma viagem no tempo? Embarque nesse baú de aventuras junto com Isah e seu Pai! Além dos seus brinquedos favoritos: a dinossaura Dinorah e o robô Robobo, seja testemunha de acontecimentos que irão estimular o debate sobre as regras familiares desde a década de 40.
Água é Vida (Miguel Antonio Genz e Jeremias Galante, 3min – 2018, EUA)
Sinopse: Um curta sobre o meio ambiente e como a indústria de combustíveis fósseis está afetando as mudanças climáticas. É um filme desenhado à mão em preto e branco dedicado ao Território Dakota da Tribo Standing Rock Sioux. O tema principal é sobre o Dakota Access Pipeline (DAPL). A intenção do filme é criar consciência social sobre a contaminação de recursos naturais.
Hellcife – Até quando? (Jorge Maranhão, 3 min – 2019, Brasil)
Sinopse: Porl está pensando em como sua esposa partiu abruptamente e como Hellcife é uma cidade violenta. Inspirado na obra Sin City de Frank Miller.
Blue & Curt (Jesse Cote, 1min, 2019 – Canadá)
Sinopse: Um monstrinho teimoso chamado Curt recebe alguns conselhos de um passarinho inteligente chamado Blue.
A Festa no Céu (Alkisson Menezes, 11 mn, 2020 – Brasil)
Sinopse: Fazer de tudo para ir a essa festa, o problema é que diferente dos pássaros ele não pode voar e como todos os outros animais da floresta ele sofre bullying das aves por causa disso, mas, muito perseverante ele vai tentar ir de qualquer jeito.
Por Jorge Cruz Jr. é advogado desde 2009, graduando em Produção Cultural pelo Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) e escreve sobre cinema desde 2008. Também é editor do site Justiça Desportiva em Pauta.
Publicado em 11 de julho de 2020.
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Apostila de Cinema: 2º FESTCiMM – Mostra Internacional

Os oito curtas da programação do 2º FESTCiMM – Mostra Internacional não exploram um leque tão grande de linguagens como outras mostras do festival, fazendo com que a sessão seja pautada quase como que por uma unidade estética. A transição para lugares tão diferentes entre si, desde a Ucrânia até o subúrbio de Taiwan, passando pelo mundo dos sonhos, torna a experiência múltipla, claro. Todavia, o que chama mais a atenção é como há certas tendências narrativas no audiovisual atual, inclusive com relações sociais específicas. É o caso de filmes que envolvem a velhice, cada qual inserido em um ambiente cultural específico. A Apostila de Cinema fala um pouco de cada curta-metragem selecionado. Não deixem de acompanhar a cobertura completa do Festival nesse link. Segue um índice que nos leva diretamente ao filme em questão:
Ferdi
Choker
Transfugo
Anna
Uma Viagem com a Mãe
Matinê
Quando crescido selvagem e distante

Águas Vermelhas
FERDI (AITOR GONZÁLEZ, 2020)
O 2º FESTCiMM – Mostra Internacional se inicia com o representante da Espanha, “Ferdi“, do cineasta Aitor Gonález. O curta-metragem tem início com uma ligação de Luis Fernando Gutierrez a uma ex-esposa. A ideia é gravar um documentário sobre um homem que, sempre vestido tal qual Freddie Mercury, é uma espécie de sub-celebridade performática regional. Usando a já clássica linguagem do mockumentary, o realizador espanhol traz a comédia a partir da bizarrice, em uma entrevista concedida dentro de um apartamento que nos faz lembrar do primeiro grande viral da internet brasileira, o curta-metragem “Tapa na Pantera” (2006) de Esmir Filho. Estrelado por Maria Alice Vergueiro, falecida há pouco mais de um mês
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CHOKER (ORSON CORNICK, 2020)
Choker“, representante do Reino Unido, é a obra mais intrigante desta programação. Em montagem paralela, nos mostra uma mulher que caiu dos céus em uma praia e um homem que, sem motivo revelado, precisa correr para encontrá-la. Orson Cornick traz um ritmo e uma linguagem que remete a peças publicitárias televisivas, deixando o incômodo todo pela forma como a protagonista se revela angustiada. Acabamos nos angustiando todos ao vermos as pessoas ao redor na praia tratando com normalidade aquele fato perturbador. Porém, normalizar morte parece ser tendência em 2020, infelizmente. Com pouco menos de quatro minutos, faz um bonito paralelo de encontro da paz em sua conclusão, após desorientar o espectador por todo o percurso.
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TRANSFUGO (RODRIGO TAVARES, 2019)
De Portugal, “Transfugo” é uma das parcerias do cineasta Rodrigo Tavares com Beto Coville, que nesse curta-metragem interpreta o protagonista António. O veterano ator foi premiado há um mês por outra obra de Tavares no Festival de Cinema Independente de Los Angeles (Indiex Film Festival). “A Margem” deve aportar, em breve, em algum festival por aqui, é o que esperamos. Já a produção selecionada para o FESTCiMM é crua, dura e a primeira a falar mais diretamente da chegada da velhice.
António é um português residente no Brasil que volta à sua terra-natal por conta do falecimento de sua mãe. Lá ele precisará reencontrar e ocupar o mesmo teto que seu pai, militar rigoroso com o qual tem um passado traumático, aos poucos revelados pela narrativa de Tavares. O protagonista, então, trata o progenitor com o mesmo descaso com o qual foi tratado um dia. Ele tentará encontrar algum asilo que receba aquele homem, permitindo que António volte à sua vida.
Portugal é um país com uma população extremamente envelhecida. Tanto que não apenas a presença física de brasileiros mais jovens é muito sentida nos grandes centros, como a interferência cultural parece cada vez maior. Tendo a possibilidade sempre rara de consumir uma obra desse país, chama a atenção em “Transfugo” a dificuldade do protagonista em achar uma casa de acolhimento de idosos, que se colocam como empresas que se dão ao luxo de “escolher” residentes ou empurrá-los para a fila de espera. Mas o que se destaca, de fato, é como o cineasta compõe os traumas de António e usa o retorno angustiante de uma casa que não é mais dele, com uma mobília velha, carregada de madeira, para dar o mesmo peso visual a uma trama que, de maneira diversa de “Choker”, é perturbadora.
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ANNA (DEKEL BERENSON, 2019)
Anna“, co-produção dirigida pelo ucraniano Dekel Berenson, foi exibido no Festival de Cannes de 2019, uma contribuição importante no catálogo do 2º FESTCiMM – Mostra Internacional, um evento ainda jovem. Seu início é visualmente potente. Ambientado em um frigorífico, a protagonista vê cada “peça de carne” ser tratada com números. Aos poucos há nela um despertar de que – no final das contas – ela também está em todos os lugares em que transita. Ou seja, sendo um número de igual forma.
A partir daí ela tenta, com certo desespero, mudar o rumo de sua vida. Mente a idade e aceita participar de uma festa em que ricaços estadunidenses procurarm esposas/escravas ucranianas para levar à América. Elas aparentemente “sabem cuidar do lar”, ao contrário das nativas da terra do Tio Sam. Uma espécie de tráfico de mulheres minimamente consentido. Berenson nos leva em uma trajetória tão soturna quanto a paisagem do leste da Ucrânia é capaz de construir e possui um ponto de virada acachapante, sem perder o foco melodramático, como uma obra do Leste Europeu gosta de apresentar em festivais.
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UMA VIAGEM COM A MÃE (SOPHIE SHUI, 2019)
Voltando à terceira idade como mote, “Uma Viagem com a Mãe“, da cineasta Sophie Shui, é o filme mais impressionante da sessão – e talvez esteja perto de ser de todo o festival. Xia (Yi-Wen Chen) tem uma questão com a mãe parecida com aquela que António, protagonista de “Transfugo”, tem com o pai. A senhora começa dar sinais mais graves de senilidade, a ponto de se tornar impossível deixá-la sozinha. Xia, então, abdica da própria vida para ser algo próximo de uma babá.
Sem emprego, entra em desespero quando sua esposa vai embora de casa com o filho. Coloca o personagem principal diante de uma dura escolha. Visualmente, as sequências mais impactantes são aquelas em que a mãe representa as consequências das limitações de memória. Desde esquecer que tem filho até a comum sensação de que está sendo roubada quando não encontra dinheiro – passando pela cruel dependência de fazer as necessidades fisiológicas acompanhadas. Só que Shui dá uma conclusão à história tão inesperada que nos faz questionar sobre nossa própria humanidade, posto que Xia passa todo o tempo buscando a empatia do espectador, que pode ser sentir traído ou pode se sentir cruelmente condescendente.
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MATINÊ (ALEJANDRO ORTEGA, 2019)
Do México, “Matinê” diverte ao usar o cinema como linguagem e ponto de partida de uma narrativa que brinca com o “filme dentro do filme”. O diretor Alejandro Ortega nos traz um homem em situação de rua que encontra um ingresso para uma sessão e decide assistir ao filme. Lá ele terá que dividir espaço com um grupo de pessoas que, parecem sem noção à primeira vista, mas é o público de sempre das salas de cinema. Com direito a muito barulho para comer e celular que sendo retirado da bolsa e atendido. Coisas que vão fazendo o protagonista sentir cada vez mais raiva.
Dois momentos se destacam no curta-metragem de Ortega. O primeiro, como uma boa história latina feita para rir, se dá quando o uso do exagero e do absurdo tornam aquela exibição ainda mais nonsense. O outro é logo que as luzes se apagam e aquele homem é obrigado a assistir aos insuportáveis reclames publicitários que antecedem o filme. Carro, celular, comida e até mesmo candidato político. Tudo é vendido para um espectador que afunda na cadeira de tanto tédio. Só que esse tédio se dá mais pelo mesmo não estar inserido na sociedade de consumo ali propagada. Quando a magia do cinema ganha corpo, lá está ele conectado de novo com a experiência.
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QUANDO CRESCIDO SELVAGEM E DISTANTE (ARTHUR DE OLIVEIRA, 2019)
Quando Crescido Selvagem e Distante“, de imediato, provoca a curiosidade de ver um cineasta com o nome de Arthur de Oliveira se qualificar como represente dos Emirados Árabes Unidos. Não apenas o jovem diretor lá está, como faz esse intercâmbio cultural desde muito novo (como pode ser visto em sua página oficial). Estudante de cinema, ele quer com esse obra em específico materializar a palavra saudade, de tão difícil tradução para outros idiomas.
Faz isso com uma simples história de uma visita do neto ao avô. Cansado da sociedade, o senhor evita usar o aparelho de audição quando recebe alguém. Mas para o menino ele é todo ouvidos. Gerações bem distintas, que dialogam a partir da insatisfação com o mundo. Apesar de focar nas relações familiares – e não na curiosa interferência cultural com os EAU – vemos que, no início da carreira, Arthur de Oliveira já se revela um contador de histórias de grande sensibilidade.
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ÁGUAS VERMELHAS (LUANE COSTA, 2020)
Encerrando a 2º FESTCiMM – Mostra Internacional, o experimental “Águas Vermelhas” possui apenas dois minutos de duração. Trata-se de um exercício de Luane Costa, radicada no Canadá, em que o pesadelo de uma mulher em dia de piscina se torna real. Lembra um pouco a mesma linguagem comercial de “Choker”, com a diferença de que a provocação (e, acredito, que para o público feminino com adicionais como perturbação e incômodo devem ser identificados) duram a metade do tempo.
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Ficha Técnica da Sessão
2º FESTCiMM – Mostra Internacional (Edição Garanhuns)

Ferdi (Aitor González, 7min – 2020, Espanha)
Sinopse: Luis Fernando Gutiérrez é um performer conhecido pela semelhança com Freddie Mercury. Um documentário revelará um pouco mais da vida desse intrigante personagem.
Choker (Orson Cornick, 4min – 2020, Reino Unido)
Sinopse: Quando uma garota cai do céu em uma praia lotada, um homem misterioso dirige a uma velocidade vertiginosa em sua direção.
Transfugo (Rodrigo Tavares, 20min – 2019, Portugal)
Sinppse: Ao voltar para Portugal, para o funeral de sua mãe, antónio é obrigado a enfrentar seus fantasmas de infância que o fizeram partir para o brasil, ainda adolescente. seu pai, um militar autoritário
Anna (Dekel Berenson, 15min – 2019, Ucrânia)
Sinopse: Vivendo no leste da Ucrânia, devastada pela guerra, Anna é uma mãe solteira que está desesperada por uma mudança. Atraída por um anúncio de rádio, ela vai a uma festa com um grupo de homens americanos que estão em turnê pelo país, em busca de amor
Uma Viagem com a Mãe (Sophie Shui, 25min – 2019, Taiwan)
Sinopse: Para cuidar de sua mãe antiga (interpretada por Liou, Yiin-Shang), que perdeu a inteligência e está desativada, Xia Changming (interpretada por Yi-Wen CHEN) permanece desempregada em casa.
Matine (Alejandro Ortega, 17min – 2019, México)
Sinopse: Depois de achar um ingresso, um homem em situação de rua decide ir ao cinema. Lá ele conhece a realidade de assistir a um filme, enquanto uma sequência de curiosos eventos ocorrer.
Quando crescido selvagem e distante (Arthur de Oliveira, 10min – Emirados Árabes Unidos)
Sinopse: Um idoso, com problemas de audição, recebe a visita de seu neto – que passará o dia na casa do avô onde ambos transitam entre a rebeldia e a nostalgia.
Águas Vermelhas (Luane Costa, 2min 2020 – Canadá)
Sinopse: Um dia de piscina e um pesadelo que se torna real.

Por Jorge Cruz Jr. é advogado desde 2009, graduando em Produção Cultural pelo Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) e escreve sobre cinema desde 2008. Também é editor do site Justiça Desportiva em Pauta.
Publicado em 11 de julho de 2020.
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David Massena: Webnário – O Futuro dos Festivais de Cinema

Períodos de exceção transformam as dinâmicas habituais de uma sociedade. Diante da pandemia global da COVID-19 o mundo alterou a sua rotina, e o isolamento social foi delimitado como ação de proteção.
O cinema independente nacional, que costuma reunir pessoas Brasil afora através de festivais, está repensando sua dinâmica. Surgem festivais em versão on-line. O cinema se desdobra em reinvenções, faz pontes, desvios e resiste. Discutir as transformações, os entrelugares e cruzamentos possíveis para os festivais de cinema é o intuito do debate que acontece hoje, 9 de julho, às 20h. @FestcimmGaranhuns@hipolitolucena@clarissakuschnir@rebeca.a.souza

Por David Massena.
Publicado em 9 de julho de 2020.

 

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Cine Vitor: FESTCiMM Garanhuns 2020: conheça os filmes selecionados

Foto: Reprodução Vimeo
Zé Carlos Machado no curta Ondas, de Gugu Seppi.
FESTCiMMFestival de Cinema no Meio do Mundo, edição Garanhuns, acontecerá de forma totalmente on-line, por conta da pandemia de Covid-19, nos dias 910 e 11 de julho com caráter independente, cultural e educacional com filmes nacionais e internacionais.
O evento tem como objetivo proporcionar encontros, reflexões e trocas entre realizadores fomentando o cenário local e colocando o público em contato com obras de diversos países e estados brasileiros em um formato pouco difundido nos cinemas, que se destaca pela inventividade e diversidade de temas e abordagens estéticas.
O festival, que acontecerá de forma gratuita, realizará mostras competitivas e não competitivas, oficinas, debates, webinários, lives e importantes premiações, como o Prêmio Comunicurtas 15 anosPrêmio Criancine e o Prêmio Seu Zé de melhor filme. O espectador poderá assistir aos filmes e votar nos favoritos através do site e acompanhar todo o evento em tempo real pelas redes sociais.
Neste ano, o homenageado será o ator pernambucano Pedro Wagner, que ficou conhecido ao integrar o grupo teatral Magiluth, no Recife. Natural de Garanhuns, integra o elenco da série Irmandade, da NetflixPedro também é diretor e dramaturgo e teve sua primeira incursão na TV no papel do psicopata Osvaldo, na série Justiça, da Rede Globo. Depois, vieram as séries Sob PressãoTreze Dias Longe do Sol e Onde Nascem os Fortes. No cinema, o agrestino atuou em O Roubo da TaçaTOC – Transtornada Obsessiva Compulsiva e Tungstênio.
Os jurados deste ano serão: Marcicleide RamosLaércio Filho e Vinícius Neves na mostra Animação; a mostra Brasil contará com Clarissa KuschnirAmanda RamosAlexandre Soares Taquary e Wilson Julião; o time da mostra Internacional será formado por Tommy GermainOliver Stiller e João Paulo Campos; na mostra No Meio da Noite, o grupo contará com Caio LuizBea CostaGilberto Caetano e Ana AndradeSophia de Oliveira Costa e SilvaGlenda Gomes Cabral e Luciana Freire serão do júri de cartaz; e o Júri da Crítica contará com Sihan FelixMarcela Freire e Igor Gomes.
Conheça os filmes selecionados para o FESTCiMM Garanhuns 2020:
MOSTRA BRASIL | CURTA-METRAGEM
LEONARDO BASTIÃO, O POETA ANALFABETO, de Jefferson Sousa (PE)
RISCADOS PELA MEMÓRIA, de Alex Vidigal (DF)
O HOMEM QUE RI, de Rose Panet (MA)
NUVEM NEGRA, de Flávio Andrade (CE)
UM MAL A CADA DIA, de Ricardo Augusto (SP)
VINDE COMO ESTAIS, de Rafael Ribeiro e Galba Gogóia (RJ)
SOCCKER BOYS, de Carlos Guilherme (RJ)
VIDA DENTRO DE UM MELÃO, de Helena Frade (MG)
MOSTRA NO MEIO DA NOITE | FICÇÃO | CURTA-METRAGEM
ONDAS, de Gugu Seppi (SP)
ONZE MINUTOS, de Hilda Lopes Pontes (BA)
MAMÃE TEM UM DEMÔNIO, de Demerson Sousa (SP)
EM CIMA DO MURO, de Hilda Lopes Pontes (BA)
PELANO!, de Chris Mariani e Calebe Lopes (BA)
MOSTRA ANIMAÇÃO | CURTA-METRAGEM
BLUE AND CURT, de Jesse Cote (Canadá)
MNI WICONI: WATER IS LIFE, de Miguel Antonio Genz e Jeremias Galante (EUA)
HER VOICELESS SONG, de Nobuyoshi Suzuki (Japão)
SONHOS DA ISAH: O BAÚ DO PAPAI, de Joao Ricardo Costa (Brasil)
HELLCIFE – ATÉ QUANDO?, de Jorge Maranhão (Brasil)
A FESTA NO CÉU, de Alkisson Menezes (Brasil)
MOSTRA INTERNACIONAL | CURTA-METRAGEM
WHEN GROWN WILD AND FAR, de Arthur De Oliveira (Emirados Árabes Unidos)
A TRIP WITH MON, de Sophie SHUI (Taiwan)
CHOKER, de Orson Cornick (Reino Unido)
ANNA, de Dekel Berenson (Reino Unido)
RED WATERS, de Luane Costa (Canadá)
MATINÉE, de Alejandro Ortega Zaldívar (México)
FERDI, de Aitor González Iturbe (Espanha)
TRANSFUGO, de Rodrigo Tavares (Portugal)
MOSTRA LONGAS | FICÇÃO
DISTANT MOUNTAINS, ROARING ENGINES, de YanGang Liu (China)
MOSUL, de Dan Gabriel (EUA)
A TOUCH OF SPRING, de Xiaodan He (Canadá)
NOSSA MOSTRA | CURTA-METRAGEM
PENUMBRA CINZENTA, de Lucas Marinho (SP)
REMOINHO, de Tiago A. Neves (Paraíba)
DESCONSERTO, de Haniel Lucena (Ceará)
MAMMON, de Lucas Marinho (PE)
O CAMINHO DAS ÁGUAS, de Karla Ferreira e Antonio Fargoni (PE)
REINADO IMAGINÁRIO, de Hipólito Lucena (PB)
DOS FILHOS DESTE SOLO ÉS MÃE, de Antonio Fargoni (PE)

Por Cine VItor
Publicado em 15 de maio de 2020.
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Penumbra Cinzenta

09:10 min

12

Dir. Lucas Marinho

Sinópse: Qual será a sensação da morte?” Um homem perturbado pela angústia e culpa, sente que não pode escapar da verdade que exige que ele derrame o seu próprio sangue.

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Remoinho

12:26 min

L

Dir. Tiago A. Neves

Sinopse:
Após um longo período de afastamento, Maria retorna à casa de sua mãe. Ela está decidida sair do remoinho que a fez voltar

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Montanhas distantes

01:54:00 min

L

Diretor – YanGang Liu –  China
Sinopse: Garoto estranho era uma criança apanhada por guangbin quando jovem. Ele foi criado, mas um dia seus pais o encontraram e o levaram embora. Naquela época, guangbin não estava em casa e não havia endereço, apenas um número de telefone. Guangbin ligava para seus pais todos os dias para perguntar sobre um garoto estranho, mas eles não o seguiam. Fale com guangbin.
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